Ela fechava os olhos e via o contorno de sua boca. Bem desenhada, com o V bem pronunciado, cheia... quase uma boca feminina, não fosse pela barba por fazer e pela cicatriz no queixo, recordação de uma infância feliz.
Fechava os olhos e imaginava a textura da língua dele dentro de sua boca. Úmida, quente, áspera, parte íntima de um beijo profundo.
Ela fechava os olhos e sentia suas mãos, de dedos longos e finos, nela. Segurando-a contra a parede, fazendo carinho, entrando embaixo de suas roupas, pegando seu cabelo. Atitude de homem, uma brutalidade delicada, como ela gostava.
Fechando os olhos, se lembrava do cheiro do perfume dele. Imaginava o gosto de seu beijo, se ele era delicado ou afoito, se o beijo era impetuoso. Como seria a primeira vez em que se beijassem?
Fechava os olhos e imaginava a textura da língua dele dentro de sua boca. Úmida, quente, áspera, parte íntima de um beijo profundo.
Ela fechava os olhos e sentia suas mãos, de dedos longos e finos, nela. Segurando-a contra a parede, fazendo carinho, entrando embaixo de suas roupas, pegando seu cabelo. Atitude de homem, uma brutalidade delicada, como ela gostava.

Ela fechava os olhos, abria-os e, mesmo assim, só conseguia pensar nele. Reinventava esse homem todos os minutos, repassava cada momento em que estiveram juntos, criava situações para se encontrarem novamente.
Escutava a voz dele, ouvia sua risada, e tornava a fechar seus olhos. Assumiu: estava cada vez mais apaixonada.
Fechou os olhos e o esperou chegar.
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